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A P E R T O
O aperto que sentes no peito,
De tão uníssono, nos faz escravos da saudade,
Daquilo que nunca tivemos, mas sempre desejamos
A paixão - o sangue que move nossos corpos,
Corre numa só direção.
O amor tocou em mim, tornando-me um menino,
Que sem tato, chama o teu nome, desesperado...
Querendo ver o sol no dia seguinte,
Querendo deitar-se... e por quê não morrer feliz ao teu lado?
Diante de tua imagem sagrada,
Ter tudo é emanar a aura benéfica do teu toque,
Para transcender num mar de felicidade,
Onde um dia, fora reino da incompletitude.
09/fev/2004
00º55’
Escrito por SRKnudsen às 08h47
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Após o funeral...
O vento soprou mais uma vez...
s p o z m o r
Knut knüdsen & Henson Weikman Skardal
Escrito por SRKnudsen às 11h55
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HeartRobber
Through nights and winds I've been waiting for...
Though I could see her in the morning warm
Now I'm always trying to come in
Where there never was a door.
My eyes can't avoid her
As I waste my last moment of rest
I run into myself and I see
There's no empty space - She made her nest.
My canvas was black and gray
Until those words away
Coming after stormy weather
A bless that I'll never would pay
Some colors' living in my opened soul
I gave her a hand to hold it
While she'd time and I say:
-Just don't behold it!
I want to be with her
I want to leave her
Cause she twisted my head
And sometimes without defense
I just write and lose my sense...
11/04/04 02.00 pm
Escrito por SRKnudsen às 09h46
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THE CHAINS, THE BLOOD AND THE WEAPONS
Cold outside,
Isn’t different in this cloister.
I perish at each instant,
Because, little by little, until the words fades away.
It’s the endless last seconds of pain, of happening.
I stage a teardrop that persists to be inside
As I perform moral penalties for I speared on a puerile passion.
I hear my own voice judging my steps,
On a dark tone, almost so serious…
As the offenses that I didn’t avoid commit.
I insist to breath…
I wish would like be voluntary do it!
Why the exhalation this life, in red,
Was a gift which I couldn’t deny,
As some children does before strangers.
In a circle, I live hours over,
On surprise at each rotation,
It looks like I’m in the last act,
And in so ultimate minute.
Just remain me the chains, the blood and the weapons.
Make me born away this agony,
Wash the inner of this soul,
Line up these left hands,
Before your forgiving face,
Oh, Merciful God!
Knut Knüdsen
09º 11’ - 03–08–2004
Escrito por SRKnudsen às 09h34
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AS AMARRAS, O SANGUE E AS ARMAS
Frio lá fora,
Não é diferente neste claustro.
A cada instante pereço,
Pois até as palavras, aos poucos, evanescem.
São os intermináveis últimos segundos da dor, da passagem.
Ensaio uma lágrima que teima em não vir,
Enquanto cumpro penas morais por me ter lançado num ardor pueril.
Ouço a minha própria voz sentenciando os meus passos,
Num tom escuro, quase tão grave...
Quanto os pecados que não evitei cometer.
Insisto em respirar...
Quem dera fosse voluntário fazê-lo!
Porque o sopro desta vida, em vermelho,
Foi um presente o qual não pude recusar,
Como fazem algumas crianças diante de estranhos.
Num círculo, vivo horas a mais,
Numa surpresa a cada giro,
Como se estivesse no último ato,
E em tão derradeiro minuto.
Apenas sobraram-me as amarras, o sangue e as armas.
Faz-me nascer dessa agonia,
Lava o íntimo desta alma,
Alinha estas mãos esquerdas,
Diante de tua face clemente,
Oh, Deus Misericordioso!
K n u t K n ü d s e n
09º 11’ - 03 – 08 – 2004
Escrito por SRKnudsen às 09h31
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M i m i c r y
If your eyes wants to say something,
I try to say to myself,
If your little mouth stands upon at silent,
I can deduce your future acts.
See outside...
The sun hide it …
But we know it’s there.
As there’s something inside you,
That’s above the cloudy sky.
Your eyes reveal you,
And your smile cannot pretend,
So hold my hand,
Even so not right can be,
Even so covered of blame.
Don’t let the flame die,
There were no plans,
Why didn’t I see you face before?
Why don’t we just shut up,
And may we let our bodies speak for?
There’s something simple behind the complex.
No measures,
No blame,
Without think and even not think about it,
Run to our place,
Run away towards me...
Meet yourself here in my lonely breast.
Our hands will be together at dawn.
Is there evil to feeding
The meat that will perish someday?
Mimetismo. tradução de Knut Knüdsen, S P O Z M O R - Based on a true story.
06-26-2003 – 08:49 am
Escrito por SRKnudsen às 13h01
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M i m e t i s m o
Se teus olhos querem dizer algo,
Tento dizer para mim mesmo,
Se tua boca pequena insiste em silêncio,
Posso deduzir teus futuros atos.
Veja lá fora...
O sol se esconde...
Mas sabemos que está lá.
Como há algo dentro de ti,
Que está por cima do céu nublado.
Teus olhos te entregam,
E o teu sorriso não disfarça,
Então segure a minha mão,
Mesmo que certo não seja,
Mesmo que de culpa se cubra.
Só não deixe a chama morrer,
Não havia planos,
Por quê não vi o teu rosto antes?
Por quê apenas não nos calamos,
E deixamos que nossos corpos falem?
Há algo simples por trás do complexo.
Sem medidas,
Sem culpa,
Sem pensar e nem pensar nisso,
Corra até o nosso lugar,
Fuja em minha direção...
Encontre-se aqui em meu peito solitário.
Nossas mãos estarão juntas ao amanhecer.
Existe mal em alimentarmos
A carne que um dia perece?
Contribuição da S P O Z M O R
Based on a true story.
06-26-2003 – 08:49 am
Escrito por SRKnudsen às 12h59
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Trajetória
Noite adentro,
No peito aflora,
Todo sentimento,
Ora silêncio, ora tamanha espera.
Não importa o tanto,
O que quero, ou o quanto,
O teu olhar - que encanta,
Corrói-me as defesas.
Corro pra dentro de mim,
Num ávido pulsar,
Numa busca arfante,
Por um toque do teu cheiro.
És o bem - e escorre de tuas mãos pequenas,
O calor que preciso dar às minhas dores,
Às minhas noites cinzentas,
Ao meu mundo inerte.
Em meu peito exposto,
A incompletitude se faz presente,
Preenchendo o que não pode ser mais vazio,
Pois todos os sentidos se misturaram...
E só pude encontrá-los ao teu redor,
Aguardando uma chance para fixar-se na tua pele,
E vagar por ela, ébrio de amor,
Num torpor sem fim.
Also dedicated to IG.
Escrito por SRKnudsen às 12h31
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Green Eyes
Enquanto fitava suas pérolas verdes,
Acreditava em algo ali, dentro de mim
Nas curvas de um caminho distante,
Ao alcance de minhas mãos,
E numa melodia que nasceria daqueles momentos.
Numa sempre presente teimosia,
Fortaleci o espírito,
Caí no meu mundo,
Reconheci pessoas de lá e as deixei.
Vislumbrei sensações estranhas.
Diante daquela visão sublime,
Enlaçando meu peito
Numa atitude inocente.
Apenas é,
E tão somente ela consegue.
Num compasso sóbrio
Fui me dando aos poucos...
E em segundos,
Já eu estava tomado.
Dedicated to IG.
Escrito por SRKnudsen às 12h28
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Experimente!
Como é possível...
Transportar-se para outra época? Ou outro lugar?
Ter saudade do que nunca foi vivido?
Cantar o poema nascido há décadas atrás...
Como se fosse a primeira melodia do próximo segundo?
Vislumbrar rostos nunca vistos?
Vagar pelas entranhas da vida e sentir o lodo das ruas escuras, apenas fechando os olhos?
Embriagar-se com os próprios pensamentos?
Estar sedento disto, daquilo... e beber, beber e beber...?
Encontrar-se e desencontrar-se várias vezes?
Beijar-se, afagar-se e não se sentir sozinho?
Sentir-se sozinho nos braços da amada?
Morrer e poder ver o que acontece depois?
Tudo é possível sim...
Fantástico! Fantástico é ouvir o Chico Buarque!
Escrito por SRKnudsen às 08h46
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Escrito por SRKnudsen às 20h37
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Sonhos de Grandeza
Vale a pena dar uma olhada no site http://www.geocities.com/hobohighbrow/Sonhos.html, o site brasileiro do escritor norueguês Pal H. Christiansen, e ver uma amostra do seu mais recente livro "Drommer om Storhet".
Escrito por SRKnudsen às 20h25
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Os primeiros
Para um blog de poemas tidos como nórdicos não ficaria bem não tê-los logo. Bem, os três primeiros são uma pequena amostra do que virá por aí. Estes, porém, estão em duas versões de idioma porque tinham o objetivo de atender as exigências do PHC, visto que o www.phc.no está em norueguês e inglês. Acho que está bom para começar.
Escrito por SRKnudsen às 20h18
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O tempo
Ao amanhecer, Clamava o tempo em meio às suas brumas, Numa súplica veemente, Nascíamos de novo, Ao passo que, por encanto, a tua voz acariciava o meu rosto nu, E a morte por um instante, nada era, nada tocava. Soltos, nossos ouvidos eram beijados por almas trovas, Enquanto nossos olhares se perdiam, se encontravam, Agora, o que nos resta? A vida tem sentido em ti! És como o vinho! E sou teu escravo!
A chuva lá fora anuncia a força do tempo, A manhã que surge, o fim da escuridão. Enquanto pereço de amor em teus braços, Contemplo a música emanando de teus lábios, Teu rosto à penumbra, inerte, em frente ao meu, O reflexo de minha alma em teus olhos, Meu pulso avança num compasso místico... Transcendemos como nunca. Chegamos ao fim. Estamos livres, rompemos o gelo. Aqui jaz - Nada é para sempre - nem a distância infere o quanto. Aqui estamos.... Juntemos nossas memórias agora... Enquanto é tempo.
The Time
At dawn, The time was cry across its hazes, In a vehement appeal, We were born again, At wonder, little by little, your voice cherish my naked face. And the death for a while, was nothing, touch nothing. Our ears as untied, were kissed by kind ballads While our looks were get lost, it meet once again. And now, what remains us? The life have sense in you! You´re like a wine! And I am your slave!
The rain outside announces the strenght´s weather The morning´s coming, the darkness end As I fade in love in your arms, I regard the music exhaling from your lips, Your face in shade, inert, in front of mine, My soul´s reflex in your eyes, My grip advance in a mystical rhytm, We transcend like ever... We came to the end. We got free, we melt the ice. It was done - Nothing last forever - not even the distance can do infers about it Here we are... Let´s join our memories now... While it´s time.
Escrito por SRKnudsen às 20h13
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Destino
Por que tento seguir assim, Tentando encaixar meus pés nas tuas pegadas? Se posso voar, ir onde quiser, Cair em teu colo, fazer-me de novo?
O ar que me sustenta a vida, Passa antes por teus ares para tornar-se sagrado, Para tocar minhas entranhas e matar minha sede, Pois o futuro nos reserva o céu, e nos teus lábios Encontrarei o bálsamo para os meus dias.
Enquanto nos vislumbramos de longe, Sonho emoldurar-me em teus braços, Livre dos males de elos passados, Correrei pra dentro de teus afagos, Para de uma vez, ver o reflexo feliz dos meus olhos, Brilhando na superfície dos olhos teus.
Destiny
Why do I try go on this way, Trying to put my feet in your footsteps? If I can fly, go to everywhere? If I can fall in your lap, make me again? The air that sustains my life Goes by to around you to became sacred, To touch me intimately and take off my thirst, Because the future reserves us the heaven, and in your lips I will find the relief to my days
As we descry us, I dream surround me in your arms. Free from the evil of past tendrils, I will run to within your caress To see at a time, the happy reflex of my eyes, Shining in the top of eyes of you.
Escrito por SRKnudsen às 20h11
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